Quando o conhecimento não basta
Muitas pessoas provavelmente já passaram pela experiência decepcionante de errar uma questão de prova que tinham domínio, em alguns casos aquela questão era decisiva para uma aprovação. Ao se deparar com essa falha, uma pergunta surge: como posso ter errado se eu sabia a resposta correta? Esse é um questionamento recorrente que também precede erros em ambientes de trabalho e até em casos em que o erro gerou um acidente.
O que está por trás de decisões e comportamentos?
Embora os recursos e as tarefas sejam dominados pelo executor durante o trabalho, é preciso considerar que, por trás de máquinas, ferramentas e atividades rotineiras, existem pessoas. E onde há pessoas, há fatores humanos. Esses fatores, muitas vezes imperceptíveis, influenciam a forma como tomamos decisões e executamos tarefas. Um profissional pode ser altamente experiente em sua função, mas, se estiver preocupado com uma situação pessoal, por exemplo, essa preocupação poderá desviar sua atenção da atividade em execução, sua mente não estará na tarefa, levando-o a atuar no automático.
Reconhecer esses fatores humanos, bem como os quatro estados que o SafeStart aborda (pressa, frustração, cansaço e complacência), é exercer a habilidade de autoconsciência que, por sua vez, precisa ser exercitada constantemente dentro e fora do trabalho. Sem a autoconsciência, preocupações, emoções e outras condições humanas têm poder de influenciar as ações e tomadas de decisão, se elas não forem previamente identificadas. Esse pequeno ato de ignorar a influência desses fatores no dia a dia foi normalizado, mas tem grande potencial de causar erros críticos e acidentes.
Autoconsciência: uma habilidade que precisa ser exercitada
No entanto, é preciso considerar que a autoconsciência é uma prática cuja eficiência depende da prática diária, pois ser consciente de seus estados físicos e mentais traz múltiplos benefícios tanto na esfera do autoconhecimento quanto, principalmente, ao aumentar a garantia de segurança. Essa habilidade atua justamente como um mecanismo que interrompe o piloto automático, fortalecendo a capacidade de identificar sinais precoces de alterações físicas, emocionais e cognitivas antes que elas afetem as decisões, além de redirecionar a atenção, mantendo a mente na tarefa.
Quando se trata de erros e acidentes no ambiente de trabalho, a consciência dos fatores humanos e, consequentemente, a identificação dos estados críticos é uma ferramenta poderosa de prevenção. Isso porque erros e acidentes podem ser evitados, mas os fatores humanos não. Entretanto, podem ser identificados antes que influenciem ações para que tais condições internas não possam afetar o desempenho. Quanto mais cedo uma pessoa reconhece mudanças em seu estado físico, mental ou emocional, maiores são as chances de adotar estratégias compensatórias antes que um erro ocorra.
Reconhecer para prevenir
Errar faz parte da condição humana. O diferencial está em desenvolver a capacidade de reconhecer os estados que aumentam a probabilidade desses erros antes que eles resultem em um incidente ou acidente. É justamente esse o propósito do SafeStart. A metodologia ajuda pessoas e organizações a tornar os fatores humanos mais visíveis, fortalecendo a autoconsciência e desenvolvendo habilidades para tomar decisões mais seguras no trabalho, no trânsito e na vida cotidiana.
Quer entender como essa abordagem pode fortalecer a cultura de segurança da sua organização? Conheça a metodologia SafeStart e descubra como ela ajuda a reduzir erros humanos antes que eles tenham consequências.